EM PROTESTO PROFESSORES VÃO AS RUAS DE BELMONTE

As professoras, professores e funcionários da rede municipal de ensino do Belmonte e de Barrolândia foram as ruas mais uma vez nesta terça feira (10). A manifestação foi decretada porque o Bebeto Gama se nega a pagar o reajuste do piso salarial do magistério público indicado para 2022. Esse reajuste é definido por uma lei federal de 2008 e, para esse ano, os critérios que o definem apontam para a necessidade da aplicação de um aumento, no salário e na carreira dos/as professores/as de todo o Brasil, da ordem de 33,23%.

EDUCADORES DE BELMONTE

Ano passado, as carreiras do magistério público de todo o país não tiveram nenhum reajuste. O percentual desse ano tenta, ao menos, recompor a enorme perda salarial que esses/as trabalhadores/as vem tendo ao longo dos últimos anos. Muitos Estados e cidades pelo país afora estão cumprindo o determinado na legislação federal e, assim, aplicando o reajuste nos planos de carreira dos/as professores/as de suas cidades ou estados.

A pergunta que fica agora, e que todos estão se fazendo, é sobre o porquê de o município do Belmonte, uma das cidades que tem os contratos com empresas mais altos de toda a história politica do município , não paga o reajuste do piso salarial aos/às professores/as da cidade. Não dá pra entender a negativa do prefeito Bebeto Gama em conceder o índice de reajuste ao salário daqueles que atendem a população mais pobre de nossa cidade.

PROFESSORES DE BARROLÂNDIA

Percebemos que muitas outras cidades baianas, com menos recursos e riquezas do que Belmonte, já anunciaram o pagamento do reajuste a seus/uas professores/as. Um reajuste, é bom que se diga sempre, previsto em lei. O que começamos a perceber, porque fica cada vez mais claro para todos, é a absoluta falta de prioridade da educação na pauta e agenda do prefeito. É inadmissível que uma gestão pública municipal com tantos contratados não consiga arcar com o pagamento das professoras e professores de sua cidade. E quando isso acontece na educação pública, constatamos que realmente falta à atual gestão municipal elencar as verdadeiras prioridades do município.

Na semana passada, a gestão municipal enviou para a Câmara de Vereadores um Projeto de Lei apenas com o reajuste de alguns poucos professores do grau especial e constando o reajuste inflacionário de 10,06% dos servidores de apoio à educação não docente. Como o prefeito tem a maioria na Câmara de Vereadores, o Projeto de Lei deve passar sem problemas. Observadores apontam que, com essa medida, o Prefeito Bebeto Gama está usando a velha estratégia do “Dividir para conquistar” e algumas pessoas próximas já relataram que o objetivo principal é provocar um racha dentro da categoria e enfraquecer o movimento grevista.

A Diretoria da APLB/Belmonte informou que está participando da mobilização dos professores e ressaltou que a decisão judicial não dá direito ao Prefeito Bebeto Gama de virar as costas para a categoria e desrespeitar direitos. O sindicato ainda ressalta que o gestor, até o momento, não apresentou nenhuma proposta e que as negociações sobre o tema não avançaram, já que, o gestão municipal tem demonstrado má vontade para discutir, além do reajuste, a reestruturação do Plano de Carreira da categoria.

As manifestações vão continuar pelo pagamento do reajuste do Piso Salarial Nacional do Magistério, somos hoje todas e todos educadores/as recifenses! Respeitar a educação só da boca para fora não contribui em nada com as necessidades de nosso povo! Apoiar a educação é valorizar a professora e professor de nossas crianças.

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.