Uma cidade não é construída apenas por suas edificações e ruas, mas também por seus hábitos e costumes. São esses códigos culturais que possibilitam o sentimento de pertencer a um determinado lugar. Incentivar as tradições culturais de Belmonte, assim como estimular os interesses da população, sobretudo o das gerações mais jovens, é resgatar e valorizar a nossa história.

Quem, filho de Belmonte, nunca se arrepiou ao ouvir os batuques dos tambores do boi duro ? Qual menina que na infância, nunca brincou de lavandeira? É meus amigos o tradicional Boi Duro já está no sangue dos belmontenses desde pequenininhos.

Tradicionalmente, entre o final de dezembro até o início de janeiro, diversas grupos passam pelas casas celebrando a visita dos três reis magos, com o Boi Duro, patrimônio artístico cultural e folclórico de Belmonte e que se estende ate o dia 19 de janeiro com a puxada do mastro de São Sebastião .

Esta belíssima tradição que já faz parte da história de muitos belmontenses este ano, não acontecerá por falta de interesse e apoio dessa nova gestão perversa, que mostrou que não está nem ai para a cultura do município.

A pandemia, não é desculpa para a não realização desta tradição, existe vários meios de incentivar para que não se perca essa parte da nossa história, o Festival de Boi Duro, iniciado na gestão passada e logo transformado em atrativo turístico com interesse inclusive de pesquisadores por seu valor histórico, social, poderia ser continuado, com adaptações e transmissão ao vivo nas redes sociais, tendo em vista que cada Grupo de Boi Duro recebeu auxilio da Lei Aldir Blanc e tem que apresentar uma contra partida para o município. Infelizmente a gestão atual vem demonstrando desprezo a Cultura do município, esquecendo de datas tão especiais tanto para moradores quanto para os belmontenses que moram fora mais retornam para celebrar essa folia popular.

Não é momento para eliminar as tradições e sim, momento de se adaptar a uma realidade atípica no mundo

Comments

comments