No dia 01 de janeiro de 2021 ACM Neto (DEM) passa o cargo de prefeito de Salvador para Bruno Reis (DEM) candidato eleito apoiado pelo atual gestor. Neto garantiu ser um nome “gabaritado” para pleitear o cargo de governador da Bahia em 2022. O presidente nacional do DEM ressaltou que “a vitória com margem de 500 mil votos”, como foi o caso de Bruno Reis, candidato que apoiou nas eleições do último dia 15 de novembro, o deixa “animado”, porém ressaltou que o momento não é oportuno para se intitular pretendente.

“Ainda não vou me colocar como candidato. O momento agora é de transição e de apoiar Bruno na nova jornada”, disse.

Neto disse estar preparado para o “desapego” do atual cargo, já que no dia 31 de dezembro encerra o segundo mandato como prefeito da capital baiana, nesse período de 8 anos.

“O prefeito vai ser Bruno. É preciso saber desapegar. Encerrar ciclos para mim é uma coisa muito tranquila”, relembrou.

Ao contrário de 2016, quando disse que o governador Rui Costa (PT) saía daquele pleito como o maior derrotado, Neto evitou ataques diretos ao principal adversário político. No entanto, afirmou que as vitórias, às custas das derrotas de dois candidatos petistas, apontam que “novos ventos começam a soprar” na Bahia. 

“As vitórias de Herzem, em Conquista, e de Colbert, em Feira, são simbólicas e confirmam que novos ventos começam a soprar em nosso estado. Ventos que mostram que os baianos estão preparados para construir um futuro ainda muito melhor”, afirmou Neto em postagem no Twitter, na noite deste domingo (29).

Apesar de não ter especificado quais “novos ventos” e que “futuro” seriam esses, o prefeito é apontado como candidato ao governo do Estado em 2022. Ele apoiou Herzem e Colbert e, no segundo turno, se envolveu mais diretamente na campanha, participando de eventos de apoio aos candidatos nas cidades. 

Já Rui Costa, que também se envolveu pessoalmente nas campanhas dos petistas Zé Neto e Zé Raimundo, derrotados nas urnas, ainda não se pronunciou.

Presidente do DEM na Bahia, o deputado federal Paulo Azi foi mais enfático que Neto e disse que o governador foi o grande derrotado das eleições municipais na Bahia. 

“Estas foram mais duas derrotas na conta de Rui, que foi o grande derrotado na eleição, deixou as funções de governador para se transformar em cabo eleitoral, tentando se recuperar das derrotas significativas que teve no primeiro turno. Contudo, Rui acabou colocando no colo dele o resultado negativo para o seu grupo. A Bahia deu o recado de que não quer mais o PT”, criticou Azi. 

Neto não quis entrar na polêmica sobre o possível racha na base do governador Rui Costa (PT), após declaração do senador Angelo Coronel (PSD), que disse para o líder petista “baixar a bola”. Neto disse não querer ter a mesma postura ao relembrar o fato, no ano de 2018, quando afirmou ter sido “escrachado” por não ter disputado o governo do estado e continuado como prefeito da capital baiana.

“Somos adversários mas não é por isso que vou sair fazendo o mesmo que fizeram comigo naquele ano, com previsões, inclusive de um fim político meu. Bruno ter sido eleito e as vitórias que tivemos no interior de quem apoiamos é a maior prova de estarmos firmes. 2022 é uma nova configuração”, finalizou.

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