Porto Seguro 

Bolsonaro rejeita proposta de minireforma eleitoral, Congresso perde prazo, e Davi Alculumbre enterra definitivamente a estratégia de Ubaldino Junior

Na noite desta última quarta-feira, pouco antes do início da partida das semifinais da Copa Libertadores, o presidente do Senado, David Alcolumbre(DEM-AP), encerrou a sessão antes de serem discutidos os vetos do presidente Bolsonaro, contra a minirreforma eleitoral.

Entenda o Caso

Como as eleições municipais de 2020 cairão no dia 04 de outubro, qualquer alteração nas regras do jogo eleitoral teria que ser aprovada e publicada, no máximo, até esta última quinta feira (03/10), o que não ocorreu. Entre as inúmeras propostas da minirreforma, constava uma em que o candidato “ficha￾suja” poderia concorrer mesmo estando impugnado, estendendo a possibilidade de defesa até o dia da sua diplomação, o que ocorre, normalmente, dois meses depois da eleição, bem diferente do que ocorre hoje, quando a Justiça Eleitoral determina o prazo de até 20 dias, antes das eleições, para o julgamento das impugnações, oportunizando à Coligação a substituição do candidato.

Pá de Cal

Segundo informações que chegaram até a redação, Ubaldino Junior já teria traçado uma estratégia para concorrer nas eleições de 2020, e caso eleito, no dia da diplomação, no mês de dezembro, a Coligação Partidária iria substituí-lo pelo “candidato reserva”, que, como se sabe, é escolhido na calada na noite, aonde é redigida uma ata, encaminhada à Justiça Eleitoral, dando a entender que houve a

participação dos filiados, um verdadeiro golpe. Desta forma, os vetos do Bolsonaro se transformaram numa verdadeira “pá de cal” sobre a tentativa de estelionato eleitoral traçada por Ubaldino.

Estelionato Eleitoral

Recentemente, diante das denúncias de “candidaturas laranjas” nas eleições para deputado em 2018, o TSE, desde o mês de março deste ano, vem tomando decisões drásticas para vetar condutas antieleitorais, demonstrando, claramente, que em casos de estelionato eleitoral, toda a chapa poderá ser impugnada, ou seja, todos os candidatos a vereador, filiados em partidos pertencentes à coligação majoritária, correm o sério risco de verem-se prejudicados por atos praticados pelo candidato a prefeito, mesmo que não tenham qualquer envolvimento no golpe, porque, neste caso, os votos dos partidos envolvidos no estelionato são descartados, não sendo contabilizados pela Justiça Eleitoral.

Inelegível até 2025

Procurado por nossa redação, Ubaldino não atendeu as ligações. Instado a responder sobre a recente decisão do TCU, que o tornou inelegível até o dia 20 de abril de 2025, diferentemente do que fora noticiado recentemente, dando conta de que estaria inelegível somente até o dia 24/11/20204, o ex-prefeito não respondeu as mensagens até o fechamento desta matéria

via: Portonewsnet

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