Meio Ambiente Santa Cruz Cabrália 

População de Santa Cruz Cabrália reclama de água supostamente contaminada

Moradores entraram em contato com a reportagem do Portal do Guaiamum Agora e enviaram vídeos e fotos mostrando o local onde a empresa EMBASA instalou sua estação de tratemento de agua  proximo a um cemitério. Segundo moradores várias pessoas revelaram estar passando mal por conta da suposta água contaminada, algumas delas tiveram que ir ao hospital.

“Meus dois filhos estão com diarreia e ânsia de vômito por causa dessa água. É um descaso com a população, pagamos caro pela água, temos serviço de esgoto de má qualidade, e infelizmente a gente não tem como parar a vida e correr atrás disso. Espero que o prefeito faça alguma coisa”, disse um morador.

Nossa redação entrou em contato com o Fernando José Ricaldi Júnior – Secretário de Administração e Planejamento do Municipio de Santa Cruz Cabrália  que nos informou que os técnicos da Prefeitura irão fazer uma visita indo in loco, para verificar procedência da denúncia e providências a ser tomadas.

A nossa redação entrou em contato com a empresa que administra o tratamento de água, a EMBASA , e até o fechamento dessa matéria a mesma não se manifestou.

CONTAMINAÇÃO DAS ÁGUAS

Como se não bastasse, a poluição atmosférica, pela liberação desses gases, e do solo, pelo desprendimento de resíduos já considerados, os cemitérios podem ainda trazer sérios problemas ambientais à qualidade da água, principalmente os estoques subterrâneas. A infiltração das águas de chuva nos túmulos promove o transporte de muitos compostos químicos (orgânicos e inorgânicos) para o solo, que, dependendo das características geológicas do terreno, podem alcançar o aquífero, contaminando-o. Para a minimização desse risco potencial é indispensável o monitoramento da qualidade da água nessas áreas.

Túmulos em ruínas, com rachaduras que permitem infiltração em especial das águas de chuva, problemas provocados pela compactação do solo por raízes de árvores de maior porte, além de negligência de proprietários de jazigos em cemitérios também favorecem de maneira específica a contaminação do lençol freático com impactos ambientais capazes de afetar a saúde pública.

O necrochorume, produzido no processo de decomposição orgânica, por exemplo, é liberado de forma constante por cadáveres em decomposição e apresenta um grau variado de patogenicidade. Grande parte dos organismos patogênicos não tolera a presença de oxigênio disponível na zona insaturada do solo e acaba eliminada. Mas a uma maior profundidade, nos aqüíferos por exemplo, a escassez de oxigênio permite abundante desenvolvimento de microrganismos. No caso de a captação de água para consumo humano ou animal ser feita a partir de poços com pequena profundidade, pessoas e animais que se servirem dela estão sob risco de doenças provocadas pela presença desses organismos.

Outra ameaça produzida por cemitérios é a ineficiente gestão de resíduos como as vestimentas que envolvem os corpos, incluindo restos de caixões. Esses resíduos geralmente são depositados nas proximidades das áreas de sepultamento e, em contato com a água da chuva, podem fazer com que diversas substâncias indesejáveis se infiltrem no solo e também atinjam as fontes hídricas.

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