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RUI COSTA E A CRISE QUE ESTÁ AFUNDANDO A BAHIA

O governador reeleito Rui Costa (PT) anunciou  que vai adotar medidas para enxugar a máquina pública da Bahia. O estado está entre os 14 que, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, ultrapassaram o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) de 60% da receita corrente líquida em gastos com pessoal, incluindo ativos a aposentados.

O índice da Bahia é de 60,95% — o ranking é liderado por Minas Gerais, com 79,18%. “Vou precisar fazer alterações para enfrentar um prolongamento da criseque se avizinha. Todo mundo esperava que a crise pudesse ser superada, mas não há sinal no horizonte de que haverá reversão em curto prazo. Nós vamos nos preparar para uma crise ainda prolongada para manter o pagamento dos servidores em dia e conseguir honrar os compromissos do estado”, afirmou Rui Costa.

De acordo com o governador, a previsão do déficit da previdência estadual é 4,08 bilhões de reais para 2018. Para o próximo ano, a estimativa é de 4,7 bilhões de reais. Segundo ele, nos últimos quatro anos, 22.000 baianos pediram para se aposentar.
“O anúncio da reforma da Previdência, que foi anunciada e não aconteceu (no governo do presidente Michel Temer), incentivou as pessoas a anteciparem o pedido da aposentadoria. O que era grave agora ficou dramático. Com este ritmo, não conseguiremos manter as contas em pé. É preciso aprovar medidas urgentes”, argumentou.

Rui Costa não informou que medidas pretende adotar, mas no mês passado VEJA revelou que o gestor estadual planeja um pacote de concessões. A Empresa Baiana de Águas e Saneamento, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e a Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb) podem ser concedidas à iniciativa privada.

O prefeito de Salvador, ACM Neto, disse nesta sexta-feira, 30, que o governador da Bahia, Rui Costa maquiou a delicada situação fiscal do Estado.

Neto diz que a situação da Bahia é dificílima, e que o governador durante a campanha omitiu que iria fazer uma reforma da Previdência, aumentando a contribuição do servidor. “O governador tem uma posição autoritária nas discussões. A pior coisa na vida é achar que está acima do bem e do mal, e que pode fazer tudo”, rematou ACM Neto.

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