Editorial 

Mari é ella e todos nós!

Não vou me ater a este ou aquele grupo, quem está certo, quem não está, por que mataram, por que morreu. Vou me ater única e exclusivamente a VIDA!

Sempre preguei e continuarei pregando que nenhuma morte é justificável!

A morte desta vereadora, no Rio de Janeiro, mantém acesa a chama da violência desmedida, que viaja o Brasil de Norte a Sul, de Leste a Oeste. São várias mortes por dia, mas o caso em questão envolve muito mais elementos que a morte em si, mas não vou me prender a esta discussão inócua, pelo contrário.

A partir do momento que você nasce, o risco passa a ser inerente a você, aliás as marcas da violência, aliás não respeitam nem mesmo quem está no útero materno, e olha que já foram vários os casos. Mas não deveria ser assim. Em verdade perdeu-se o rumo. A carnificina é generalizada.

A vida é algo precioso demais, mas que perdeu o seu respectivo valor há muito tempo. Todos nós, sem exceção, sem qualquer discriminação de cor, sexo, raça, etnia, crença religiosa estamos sujeitos a morrer, até porque não sabemos dia e hora para tal. Vivemos o dia-a-dia, pedindo a Deus, ou outra força, que nos permita chegar ao fim do dia e possamos colocar a cabeça no travesseiro e dormimos para, no dia seguinte, começarmos tudo de novo.

Todos nós morremos quando alguém morre, e este morrer se acentua quando vemos estas mortes estampadas em todas as manchetes, em todas as mídias. A intensidade é muito maior.

Mari é ella e todos nós, sem exceção. Ela morreu e nós morremos juntos, principalmente como humanidade. Perdemos a nossa bussola moral há muito tempo.

Repito: nenhuma morte é justificável! Quando falo que não é justificável, falo de qualquer morte, independentemente como ocorra. Vejo qualquer morte como injustificável, principalmente, porque a vida é maravilhosa demais, a vida é bela demais para ser extinta de maneira abrupta, de maneira estupida. Até mesmo a morte como consequência de idade, de doenças, é injustificável pela beleza maravilhosa da vida.

Marielle morreu e todos nós morremos juntos, sem qualquer vinculação de partido, de ideologia, de causa, razão e circunstância.

Marielle foi executada e com ela também as vidas no Rio, no Sudeste, no Brasil, na América do Sul, no Planeta Terra. Não por ser quem era ela, mas por ser um ser humano. VIDA!

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