Editorial 

VAMOS FALAR DA EDUCAÇÃO

Precisamos falar sobre prioridades na educação. O Brasil gasta 6% do PIB na área, o que não está nada mal comparado aos outros países.

E por que nossas crianças não sabem ler, fazer contas, e saem do ensino médio sem saber o básico para sua idade?

Por que o Brasil é uma vergonha internacional, com notas no PISA bem abaixo da média mundial, nas três área de conhecimento avaliadas (matemática, leitura e ciências)?

Por que temos tanto professor do ensino básico escrevendo errado no Facebook, escolas sucateadas e estudantes sem aula? Por que o material escolar das escolas públicas atrasa meses e a merenda (quando tem) é um cream-cracker com suco de caixa?

Vou responder porque. Não é falta de dinheiro. É falta de prioridades. Enquanto a situação da educação básica vai de mal a pior, o governo despeja rios de dinheiro na universidade pública. O aluno do curso superior custa CINCO vezes mais ao governo que o aluno da educação básica, mesmo tendo renda familiar per capita DUAS vezes maior. Ou seja, é o pobre pagando pra classe média estudar de graça.

E como se não bastasse o disparate, as universidades públicas brasileiras são ilhas de improdutividade e discussões inúteis. Eles pegam os bilhões que investimos neles e vão brincar de ensinar matéria sobre “o golpe e o governo ilegítimo de Michel Temer”. Ou seja, em vez de estarmos investindo em crianças pobres que precisam aprender a ler e fazer contas, estamos torrando o dinheiro da educação com marmanjos de classe média que só querem promover militância partidária na universidade.

É que criança não vota, mas agradar jovem com título de eleitor em mãos e bastante energia pra militar pode ser muito vantajoso. Foi isso que o PT fez enquanto esteve no poder. Aumentou muito a verba da educação, mas despejou tudo no ensino superior, deixando a ver navios quem mais precisava: as crianças pobres.

É preciso repensar as prioridades na educação e começar a falar, sem medo, em privatizar universidades, ou ao menos em cobrar mensalidade para os que podem pagar. Desta forma, elas teriam que obedecer a um mínimo de regras do mercado (alguém pagaria pra estudar numa instituição que tem aula de golpe?).

Não tem dinheiro pra tudo, e é preferível investir nas crianças pobres que em militantes partidários.

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