HOMENAGEM PÓSTUMA AO PROFESSOR ANILDO LIMA

Anildo Lima era um piadista

Um contador de estórias

Um bailarino pé de valsa Dentre os foliões, o mais animado

Era a alegria em pessoa

Um humorista nato

Um Rei sem trono ou coroa Anildo Lima era um Brasileiro

Mais Belmontense que já se viu professor Anildo era a própria cidade

Em cores, em luz, em som, em versos…

Uma poesia viva e ambulante o professor  costumava dizer

Que era igual a pardal Literalmente urbano , era um boêmio, um cavalheiro, um galanteador…

Pelas mulheres tinha o maior respeito

Protegia e tratava como quem cultiva um Jardim de rosas e de flores

Professor Anildo era aquele cara Impar, indispensável, Imprescindível, servidor , era simplesmente professor, sem tirar nem por De repente, não mais Que de repente professor Anildo nos deixa Sem eira e nem beira

Á margem da alegria

Á margem da poesia

Á margem da cultura

Á margem da vida

Á margem de tudo E agora professor?

Que estás inerte e frio Que faremos com essa dor

Que nos atravessa o peito como uma lâmina afiada? E agora Anildo Lima?

Que faremos com a tristeza e a saudade Quando fevereiro chegar?

Que faremos com a solidão, nos devorando aos poucos, no limiar das horas Na mesa de bar? E agora Professor?

Nos Templos Sagrados, seus irmãos reunidos Desbastando a Pedra Bruta… Que farão,Anildo, com a sua presença ausente? E agora Professor?

Que estás inerte e mudo? Porém, entretanto, contudo, Será nosso porta-voz Imortal Na academia dos pobres mortais

E nessa eterna incerteza

Do começo do fim E o fim do começo

O que nos conforta E consola,  Neste momento de dor É a mais pura certeza De que um dia, Um dia, meu amigo A qualquer hora Em algum lugar Iremos nos encontrar.

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